Exposições
Alice Geirinhas: Sexus Sequior
GALERIA MUNICIPAL ARTUR BUAL
Créditos
Alice Geirinhas
A exposição de Alice Geirinhas intitulada “Sexus Sequior” dá continuidade à sua pesquisa, e à sua posição feminista activista, sobre a condição humana e as diversas formulações históricas que secundarizam a mulher, como escreve de Arthur Schopenhauer no Ensaio acerca das mulheres, em que a mulher é colocada no lugar secundário, sem capacidade de compreensão do in abstracto. A dissecação e desconstrução dessa ideia de Sexus Sequior, o segundo sexo, compõe uma parte substancial do corpo de trabalho da artista, nas suas várias vertentes: desenho, pintura, ilustração e diferentes técnicas, como a grattage ou, a pintura. Tendo a série como processo de trabalho constante a artista desenvolve diversas composições, por vezes gráficas, mas de intensa plasticidade pictórica, em que a vinheta, atribuída à banda desenha, se cruza com trabalhos em fase de processo de ateliê, de experimentação e de interrogação do espectador, num arco temporal de mais de vinte anos de trabalho.
Sobre a Autora: No âmbito da criação e investigação artística, Alice Geirinhas tem desenvolvido um
percurso centrado na teoria feminista interseccional, abordando questões relacionadas com identidade, sexualidade, igualdade de género, resistência ao legado histórico, o princípio de que o pessoal é político e a dimensão poética do político. Desde meados da década de 1980, construiu um corpo de trabalho que se manifesta em diversos meios, nomeadamente desenho, ilustração, livro de artista,
fanzines, pintura e vídeo.
À sua primeira exposição individual, A Nossa Necessidade de Consolo É Impossível de Satisfazer, na Galeria Zé dos Bois (ZDB), seguiram-se, entre outras, Alice, na
Bedeteca de Lisboa; Ce sex qu’est pas un, no Museu do Neo-Realismo, em Vila Franca de Xira; Chora, nas Gaivotas 6, Lisboa; e Existem Pedras nos Olhos, na Galeria Quadrum.
Colaborou como ilustradora editorial na década de 90 para diversos jornais e revistas, destacando-se o jornal O Independente e o suplemento literário Os Meus Livros, e para o jornal Público e o suplemento Mil Folhas, entre outros.
Parte da sua obra gráfica encontra-se publicada, destacando-se os livros Alice, Bedeteca de Lisboa (1999), Isto de Estar Vivo de Luiz Pacheco Contraponto (2000) e os livros de artista, A Nossa Necessidade de Consolo é Impossível de Satisfazer #2, Mimesis (2003), The Cabinet of Dr Alice, Stolen Books (2014) e Manifesto Visual, Stolen Books (2016), e as edições únicas (1 exemplar) as ancas devagar as pernas
lentas (2025), Alice’s Guest Book, (2010).
Licenciou-se em Escultura pela FBAUL, mestrado em Práticas Artísticas Contemporâneas na FBAUP, e é doutorada em Arte Contemporânea pelo Colégio das Artes, Universidade de Coimbra. Foi professora de ilustração na Fundação Calouste Gulbenkian (1995-1997) e na escola de arte Ar.Co (2000-2004) Atualmente é professora no Departamento de Desenho da Faculdade de Belas-Artes de Lisboa.
Comissário
João Silvério
