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Zés Há Muitos: BDs Não Faltam!
Comentários fechados em Zés Há Muitos: BDs Não Faltam!Exposição que celebra os 150 anos de Zé Povinho, personagem nascido a 12 de junho de 1875, nas páginas do jornal “A Lanterna Mágica” pelas mãos de Rafael Bordalo Pinheiro, um dos artistas mais importantes do século XIX e também um dos pais da Banda Desenhada em Portugal, torna-se um dos maiores ícones da cultura portuguesa e, talvez, o maior legado que o artista nos deixa. Este personagem, que ora nos surge a dormir, ora surge a gesticular o manguito, é um reflexo da população de outrora, passiva e sem noção dos seus deveres e direitos, mas que em situações de maior pressão social, ou em que a albarda que carregava às costas estava demasiado pesada, mandava “os pés à parede” e exercia finalmente uma cidadania consciente. Por estes e outros motivos mesmo sendo um cidadão sénior, Zé Povinho continua a ser utilizado e representado por tantos outros artistas das mais diversas áreas criativas e o mesmo não é exceção na banda desenhada, sempre que assim é necessário. Por esse mesmo motivo e para celebrar com o devido regozijo, trazemos várias reinterpretações de alguns dos alunos, convidados e formadores do Curso de Banda Desenhada, cujas várias edições realizadas no Museu Bordalo Pinheiro, acabam sempre de uma forma ou de outra cruzar valores do artista que lhe dá nome e do dia a dia do nosso Zé, que parece muitas vezes necessitar de ser recordado de alguns deles. Nestas pranchas poderemos então contar com temas como a igualdade, a liberdade de expressão (sempre com muita responsabilidade associada), a educação ou a falta dela, os direitos de um povo, mas todos eles polvilhados com humor à discrição e sempre prontos a lembrar-nos que o Zé é dono da casa, mas nem sempre se lembra que manda.
Visita Guiada à exposição: 26 de outubro | 12:00, com Inês Garcia e Tiago Cruz
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Fábio Moon e Gabriel Bá: A vida a quatro mãos
Comentários fechados em Fábio Moon e Gabriel Bá: A vida a quatro mãosExposição retrospectiva da dupla Fábio Moon e Gabriel Bá, que publica desde os anos 90 do século XX. Apresentaram-se ao público leitor com o fanzine 10 Pãezinhos, auto-editado, e desde então já publicaram vários livros em editoras brasileiras e internacionais. Distinguido com os prémios Eisner, Eagle e Harvey, entre outros importantes galardões de banda desenhada, o trabalho e o universo desta dupla estendem-se em diversas direcções, sempre com o quotidiano e os rumos imprevisíveis que cada vida vai tomando no centro da narrativa.
Sobre os Autores: Nascidos em 1976, em São Paulo (Brasil), os irmãos gémeos Fábio Moon e Gabriel Bá são autores de banda desenhada, reconhecidos internacionalmente, sendo dos autores mais premiados do Brasil, com trabalhos publicados em diversas editoras e idiomas, como os Estados Unidos da América, Espanha, Portugal e Itália. Foram galardoados com alguns dos troféus mais importantes da banda desenhada internacional, como o Eisner Award, o Harvey Award e o Jabuti.
Visita Guiada à exposição: 26 de outubro | 10:30, com a comissária Sara Figueiredo Costa
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O Abismo do Esquecimento, de Paco Roca e Rodrigo Terrasa
Comentários fechados em O Abismo do Esquecimento, de Paco Roca e Rodrigo Terrasa
A 14 de setembro de 1940, 532 dias depois de a Guerra Civil Espanhola ter terminado, José Celda e outros onze homens foram fuzilados pelo regime franquista em Paterna, Valência e, com eles, enterrado numa vala comum. Após mais de sete décadas, e depois de um percurso longo e conturbado pelos meandros burocráticos e políticos de um país que convive mal com a memória do seu passado, Pepica, filha de José, agora com oitenta anos (tinha 8 quando o pai foi morto), conseguiu finalmente localizar e recuperar os seus restos mortais para assim restaurar a sua dignidade.Na batalha pessoal que Pepica Celda travou contra o esquecimento, o papel de Leôncio Badía foi decisivo. Naquela época, Leôncio era um jovem republicano que, depois de sair da prisão, se viu condenado a trabalhar como coveiro no cemitério da cidade. Obcecado pelo sentido da vida e pela ordem do universo, e pondo em risco a sua própria sobrevivência, colaborou secretamente durante anos com as viúvas dos fuzilados para permitir a posterior identificação dos seus corpos e enterrando-os da forma mais digna possível.
Sobre os Autores:
Paco Roca (argumento e desenho)
Nascido em Valência, em 1969, estudou na EASD de Valência. Apesar do seu trabalho se centrar na Banda Desenhada, divide o seu tempo entre ilustração, palestras e oficinas. No campo da Banda Desenhada, a sua obra está traduzida numa dúzia de países. Entre a sua bibliografia originalmente publicada pela editora espanhola Astiberri destacam–se: “El juego lúgubre” (O Jogo Lúgubre), “El Faro” (O Farol), “Arrugas” (Rugas), “Las calles de arena”, “El invierno del dibujante” (O Inverno do Desenhador), “Memorias de un dibujante en pijama” — edição integral — (Andanças e Confissões de um Homem em Pijama e Memórias de um Homem em Pijama), “Los surcos del azar” (Os Trilhos do Acaso), “La casa” (A Casa), “La encrucijada”, “El tesoro del Cisne Negro” (O Tesouro do Cisne Negro), “El dibujado”, criado inicialmente para as paredes do IVAM, “Regreso al Edén” (Regresso ao Éden) e “El abismo del olvido” (O Abismo do Esquecimento), a sua mais recente novela gráfica. As suas obras foram galardoadas dentro e fora de Espanha com, entre outros, o Prémio Nacional del Cómic 2008, o Goya para melhor argumento adaptado atribuído a “Arrugas” em 2011, o Excellence Award do Japão, o Inkpot Award na Comic-Con de San Diego em 2019 ou o Eisner 2020 para melhor obra estrangeira. Paco Roca recebeu a Medalha de Ouro de Mérito em Belas Artes 2021 do Ministério da Cultura do Governo de Espanha e em Maio de 2023 foi-lhe concedido o Prémio de Mérito Cultural Ciutat de València.
Rodrigo Terrasa (argumento)
Nasceu em Valência, em 1978 e é jornalista do jornal “El Mundo” há mais de duas décadas. O seu gosto pelo basquetebol levou a que o seu primeiro trabalho como jornalista fosse no diário desportivo Superdeporte, do qual transitou, em 2001, para a delegação do El Mundo de Valência. Assinou crónicas desportivas, entrevistas, informação política e reportagens. Em 2007 começou a trabalhar na edição digital do jornal e em 2015 mudou-se para a redacção central em Madrid. Actualmente, é repórter de “Papel”, a revista diária do “El Mundo”.
Em 2021 publicou o seu primeiro livro, “La Ciudad de la euforia” (Libros del K.O.), uma crónica jornalística sobre os anos de corrupção na Comunidade Valenciana.
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Radium Girls
Comentários fechados em Radium GirlsNew Jersey, 1918. Edna Bolz entra como operária para a United State Radium Corporation, uma fábrica que fornece relógios ao exército. Ao lado de Katherine, Mollie, Albina, Quinta e outras, aprende o ofício de pintar mostradores com tinta Undark (uma substância luminescente muito preciosa e muito cara) a um ritmo constante. Embora a carga de trabalho seja pesada, o ambiente na fábrica é bastante bom. As raparigas dão-se bem e até convivem depois do trabalho. Denominam-se “Ghost Girls”: por brincadeira, pintam as unhas, os dentes ou a cara para ofuscar (literalmente) os outros à noite. Mas o que elas não sabem é que, por detrás das suas propriedades espantosas, a substância que manuseiam todo o dia e com a qual brincam é, na realidade, mortal. E quando algumas delas começam a sofrer de anemia, fracturas e até tumores, há quem comece a tentar compreender o que se passa. Outros tentam abafar o caso… Esta banda desenhada, Radium Girls, é sobre as lutas das mulheres nos anos 20 nos Estados Unidos. Foi aclamada pelos leitores e pela crítica, tendo ganho o Prix BD Lecteurs.com 2021, o Prix de L’échappée littéraire 021/2022 e, mais recentemente, o Prix Du Vent dans les BD 2022.
Sobre a Autora: Cy é designer gráfica de formação e uma das principais colunistas do Madmoizelle.com, o site com 4,5 milhões de visitantes mensais e 230 mil fãs no Facebook. Publicou Le vrai sexe de la vraie vie (volumes 1 e 2) com a editora Lapin, em que aborda a apresentação de excertos de sexualidade baseados em relatos pessoais.
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Flor de Laranjeira e Anis – Khalil Gibran e o Líbano por Zeina Abirached
Comentários fechados em Flor de Laranjeira e Anis – Khalil Gibran e o Líbano por Zeina Abirached
Esta exposição acolhe algumas das suas obras mais marcantes- A Dança das Andorinhas: Morrer, Partir, Regressar editada pela Levoir em 2016, Ovelha editada pela Levoir em 2024- e apresentamos O Profeta, a mais recente adaptação gráfica do clássico libanês de Khalil Gibran ilustrada por Zeina Abirached. O Profeta é alma poética: reúne ensaios sobre amor, amizade, morte, liberdade, trabalho, beleza, dor… temas centrais à condição humana, expressos numa prosa que, nesta versão gráfica, encontra eco visual na luz, sombra e no traço íntimo de Abirached.O que esta exposição propõe
- Mostrar a trajetória de Zeina Abirached, desde a recordação direta da sua infância em Beirute, exposta na intensidade e fragilidade de A Dança das Andorinhas, até à interpretação e ilustração de visões espirituais e filosóficas como as de O Profeta.
- Revelar como o estilo visual — sobretudo o preto e branco, o uso de espaços arquitetónicos, a intimidade de lugares interiores e refúgios — serve não apenas para relatar acontecimentos dramáticos, mas para criar empatia, resiliência e esperança.
- Convidar o público a refletir sobre as noções de partir, morrer, regressar — tanto literal como metaforicamente. Partir do lugar onde se nasceu ou onde se ama; morrer (no sentido simbólico ou real) do que se foi; regressar ou procurar retornar – à identidade, à memória, à ligação com os antepassados ou com a terra.
- Promover a universalidade: embora muitas das narrativas partam do Líbano, da guerra civil, das ruturas, há em cada página uma pergunta que atravessa culturas: quem somos quando tudo o que conhecíamos se desfaz? Qual é o lugar da palavra, da poesia, do silêncio em meio do caos?
Por que O Profeta agora?
A escolha de adaptar O Profeta de Khalil Gibran por Zeina Abirached é simbólica. Por um lado, une duas das vozes libanesas mais profundas — uma palavra clássica, ancestral; outra visual, contemporânea — num encontro entre texto e imagem. Por outro, oferece um contraponto à brutalidade da guerra: aqui, a gravidade das perguntas, a beleza da filosofia e a busca de sentido encontram tradução gráfica. O Profeta propõe não uma fuga, mas um espaço de contemplação, uma pausa entre o ruído, para voltarmos a perguntar o que nos define, o que nos une, o que nos sustenta nestes tempos turbulentos.
Sobre a Autora: Zeina Abirached nasceu em Beirute, no Líbano, em 1981. Estudou na Academia Libanesa de Belas Artes e depois na École Nationale Supérieure des Arts Décoratifs, em Paris. É autora de várias bandas desenhadas publicadas: Beyrouth catharsis (2006), 38 rue Youssef Semaani (2006), A Dança das Andorinhas (2007), publicada pela Levoir na coleção Novela Gráfica de 2016, e mais recentemente A Ovelha (2024), também publicada pela Levoir. A autora também escreveu romances e ilustrou capas de livros, capas de CD e cartazes de festivais.Visita Guiada à exposição: 02 de novembro | 11:00, Safaa Dib-Domingos
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Corpo de Cristo de Bea Lema
Comentários fechados em Corpo de Cristo de Bea LemaQuando Vera era criança, um demónio assombrava a sua casa e atormentava a sua mãe, devastando-lhe os nervos até ficar de cama durante dias. Entre sessões de exorcismo com uma bruxa e consultas com o psiquiatra, ano após ano, a superstição desvaneceu-se, dando lugar ao diagnóstico. Mas, apesar dos abusos, das doenças e das excentricidades, o amor entre mãe e filha é mais forte do que qualquer outra coisa, sobrevivendo à passagem do tempo e às tempestades. “O Corpo de Cristo” é a declaração de amor de uma filha à sua mãe, de quem precisa de cuidar desde muito nova, mas é também o retrato trágico e universal de uma mulher presa no seu papel de filha, mãe e esposa numa Espanha patriarcal, pobre e católica. Realizada durante uma residência na Maisons des auteurs em Angoulême (França), esta primeira novela gráfica de Bea Lema destaca-se pelo seu estilo impressionante: para além dos desenhos, há incríveis bordados artesanais da autora e um design enganadoramente ingénuo inspirado nos arpilleristas chilenos, bem como decorações que lembram a cerâmica espanhola.
Sobre a Autora: Bea Lema (Corunha, 1985) é ilustradora e autora de banda desenhada. O seu trabalho é geralmente autobiográfico e aborda temas relacionados com a loucura, traumas, relações familiares, religião e rituais populares. Graficamente, explora o desenho e o bordado como suporte para as suas ilustrações e banda desenhada. Em 2022, recebeu uma bolsa para participar numa residência de banda desenhada na Maison des Auteurs em Angoulême (França). O livro em que trabalhou, baseado nessa primeira banda desenhada e publicado em França pela Sarbacane sob o título Des maux à dire e em Espanha pela Astiberri sob o título El Cuerpo de Cristo, ganhou o Prémio do Júri no Festival BD de Pèrigord de 2023, o Prémio do Público no Festival de Angoulême de 2024, o Prémio Bédélys de 2024 no Festival Comic-Con de Montreal para Melhor Obra Estrangeira, o Grande Prémio de la Heroine Madame Figaro de 2024, o Prémio Nacional de Banda Desenhada de 2024 e o Prémio de Melhor Novela Gráfica Internacional de 2025, no Festival Comicon de Nápoles. Atualmente, está a trabalhar na adaptação deste livro para uma curta-metragem de animação.
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40 anos de Louroverso. Traços de uma vida
Comentários fechados em 40 anos de Louroverso. Traços de uma vidaEsta é uma exposição comemorativa e retrospectiva dos 40 anos de carreira de Luís Louro. Ambiciosa, pretende mostrar ao público as mais de 50 obras criadas pelo autor – desde Jim del Monaco à mais recente Os Filhos de Baba Yaga. Através de capas, pranchas originais, esboços e prints, todas as obras estarão representadas. Ao longo de quatro espaços cénicos individualizados, far-se-á a devida homenagem aos 4 heróis ou obras maiores do autor: Jim del Monaco, Corvo, Alice e Filhos de Baba Yaga. Haverá ainda um espaço repleto de memorabília que encantará os muitos milhares de fãs de Luís Louro. Uma exposição única, a não perder!
Sobre o Autor: Luís Louro nasceu em Lisboa, em 1965. Fez o curso de “Imagem e Comunicação Audio Visuais” na Escola Artística António Arroio. O autor publicou pela primeira vez uma história de sua autoria numa revista de publicação regular em 1985, Estupiditia II, no “Mundo de Aventuras”. Este é o ponto de partida para as publicações que se sucedem no “Diário Popular”, “Jornal Júnior” e “O Mosquito”. É no “Sábado Popular”, um suplemento do jornal “Diário Popular”, que estreia, em outubro de 1985, a série Jim del Mónaco. Paralelamente, e ainda em 1989, a parceria Louro & Simões estreou-se na Edições Asa, onde é lançado o primeiro álbum da série Roques & Folque (que conta com 3 títulos). É a Edições Asa que retoma, em 1991, a série Jim Del Mónaco, publicando entre 1991 e 1993, sete álbuns a cores. A partir de 1994, inicia a sua carreira a solo (desenhador, argumentista e colorista) com O Corvo, Alice (1995) e Coração de Papel (1997) também com a Edições Asa. Depois de um interregno de alguns anos, surgem dois novos títulos da série Jim del Mónaco, O Cemitério dos Elefantes (2015) e Ladrões do Tempo (2017) a que se seguem Watchers (dois álbuns publicados em 2018) e Sentinel (dois álbuns editados em 2019) também com a Edições Asa. Em 2020 regressa a uma das suas personagens marcantes com O Corvo IV – Inconsciência Tranquila na Ala dos Livros. Em 2023, reedita O Corvo III – Laços de Família e prossegue a série do seu herói com O Corvo VI – O Silêncio dos indecentes (Ala dos Livros). Em 2024, ano em que se comemorou o 30° aniversário do seu consagrado herói no ativo, lança O Corvo VII – O Despertar dos Esquecidos (Ala dos Livros); o seu primeiro livro de ilustração infantil O Corvinho (A Seita) e a reedição das obras Cogito Ego Sum em edição integral (Polvo). Ainda em 2024 é agraciado com o “Troféu de Honra” – “Prémio de Banda Desenhada da Amadora”, no âmbito do Festival Internacional de Banda Desenhada da Amadora. Em 2025, ano em que comemora 40 anos de carreira, lança a sua obra maior Os Filhos de Baba Yaga (coedição Seita e Arte de Autor, sob a nova e exclusiva chancela “Folha de Louro”).
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Peanuts: 75 anos a fazer amigos e a conquistar gerações
Comentários fechados em Peanuts: 75 anos a fazer amigos e a conquistar geraçõesFoi a 2 de outubro de 1950, que os Peanuts, criados por Charles M. Schulz fizeram a sua estreia, em simultâneo, em sete jornais dos Estados Unidos. Desde esse dia e até hoje, as personagens dos Peanuts atravessaram fronteiras e conquistaram fãs em todo o mundo. De uma forma divertida e ternurenta, personagens como Charlie Brown ou Snoopy ensinaram-nos muito sobre o valor da amizade, a capacidade de superar dificuldades e a importância de ajudar os outros. Celebramos nesta exposição os 75 anos de um grupo de eternas crianças (e do cão Snoopy, claro) com pensamentos adultos e reflexões intemporais.
Sobre o Autor: Charles M. Schulz nasceu em 1922 em Minneapolis, Minnesota e faleceu em 2000, vítima de cancro, na noite anterior à publicação da sua última tira cómica. A sua carreira estendeu-se por mais de 50 anos onde desenhou mais de 18.250 tiras cómicas dos Peanuts dando vida ao angustiado Charlie Brown, ao romântico Snoopy, ao pianista Schroeder, a Linus e ao seu totem-cobertor e à autocentrada Lucy. Todas estas personagens povoam o imaginário de milhares de pessoas por todo o mundo.
Visita Guiada à exposição: 02 de novembro | 11:30, com a comissária Alexandra Sousa
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Liga da Justiça: 65 anos da melhor linha de defesa do bem!
Comentários fechados em Liga da Justiça: 65 anos da melhor linha de defesa do bem!A Liga da Justiça apareceu, pela primeira vez, na revista Brave and the Bold #28, datada de março de 1960. Herdeira de uma outra lendária equipa de super-heróis, a Sociedade de Justiça da América, a primeira da História da BD, a Liga reuniu um verdadeiro panteão de deuses gregos modernos. A DC Comics, quatro anos antes, tinha iniciado a Idade da Prata da BD e com isso sido responsável pelo ressurgimento dos Supers. A Liga representou uma inteligente manobra de marketing, ao reunir os pesos pesados da editora, as personagens mais emblemáticas e as mais poderosas: Super-Homem; Batman, Mulher-Maravilha; Flash; Lanterna Verde; Aquaman; e o Caçador de Marte. Estes foram os sete originais, mas depressa a equipa engrossou as suas hostes com muitos outros membros, outras iterações, que se espalharam pela Terra e pelo Multiverso.
A Liga é muito mais do que uma equipa de super-heróis. É a mais impressionante linha de defesa do Bem contra todas as forças da escuridão.
Visita Guiada à exposição: 25 de outubro | 11:30, com o comissário José Pedro Castello Branco
01 de novembro | 11h00, com o comissário José Pedro Castello Branco
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The Spirit – 85 Anos da criação seminal, de Will Eisner
Comentários fechados em The Spirit – 85 Anos da criação seminal, de Will EisnerWill Eisner foi um visionário. A sua genialidade transcendeu muitas das convenções da época, explorando o potencial artístico e narrativo dos Comics. “The Spirit” era ousado, uma mistura de noir, mistério e ação, de estética arrojada e fino detalhe. Denny Colt, um polícia que regressa dos mortos para combater o crime na fictícia Central City, carrega uma dualidade que simboliza não só a luta simplista entre o bem e o mal, mas também entre o invisível e o visível, plasmados nos justos e corruptos. Um herói que opera na periferia dos grandes poderes e que dialoga com o leitor, num tom de confidência e intriga. “The Spirit” é um espelho das transformações sociais, culturais e artísticas do século XX, em que as melhores histórias destapam uma reflexão sobre o estado do mundo a cada época: durante a Guerra, o silêncio tenso da espionagem; na década de 1960, a rebeldia contra a autoridade; e Eisner jamais desistiria de inovar até ao fim dos seus dias.
Sobre o autor: Com uma carreira que atravessou sete décadas, Will Eisner foi um dos grandes pioneiros da banda desenhada norte-americana. Além da série de culto The Spirit, foi autor de diversas graphic novels muito elogiadas, como O Contrato com Deus e Avenida Dropsie, e de duas obras teóricas fundamentais: Comics and Sequential Art e Graphic Storytelling. Os mais importantes prémios anuais de banda desenhada receberam, em sua honra, o nome de «The Eisners».
Visita Guiada à exposição: 26 de outubro | 11:30, com o comissário Mário Freitas
Visita Guiada à exposição: 01 de novembro | 11:30, com o comissário Mário Freitas
