Exposições

Marcello Quintanilha: Chão de Estrelas

GALERIA MUNICIPAL ARTUR BUAL

Considerado como o grande cronista da banda desenhada brasileira, referenciado não só como um artista brilhante mas também como exímio escritor, Marcello Quintanilha possui o dom de nos surpreender a cada novo trabalho.

Foi no já longínquo ano de 1999 que publicou no Brasil o seu primeiro romance gráfico, “Fealdade de Fabiano Gorila”, onde abordou a forma como as pessoas reagem às adversidades e aos reveses que acabam por determinar a sua futura forma de viver, o qual viria a confirmá-lo como um dos principais nomes na nova cena brasileira que emergia na época, com o livro a ser aclamado pela crítica.

Desde aí foi sempre a somar, em vários registos, desde as histórias curtas, como é o caso de “Sábado dos Meus Amores” e “Almas Públicas”, em que as narrativas remetem para um outro tempo, para um Brasil longe da imagem turística e hedonista que consolidou o país nos cartazes e no imaginário internacional durante anos, passando pela adaptação literária, com “O ateneu”, onde, não deixando de lado o texto original de Raul Pompeia, cria uma obra-prima em Banda Desenhada, plasmando com mestria o realismo crítico e o tom impressionista presentes no clássico da literatura brasileira e estabilizando-se, até ver, no romance gráfico puro e duro, sendo disso exemplos os  intensos “Tungsténio”, “Talco de vidro”, “Luzes de Niterói” ou, “Escuta, formosa Márcia”.

As histórias de Marcello Quintanilha ajudam a recuperar, a fixar no tempo, as vivências e a postura da gente simples e banal, utilizando os acontecimentos e peripécias para abordar aspectos concretos da psicologia humana, respeitando sempre as personagens, os seus medos, defeitos e fraquezas.

“Vivo o meu trabalho da forma mais intensa e completa que posso, e tudo que consigo fazer é a expressão do que eu sou”, diz Quintanilha.

E esta intensidade merece ser lida e admirada. São oito os livros que tem editados pela Polvo, em Portugal.

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