FIBDA O FIBA (Festival Internacional de Banda Desenhada da Amadora), agora também conhecido por Amadora BD, é um festival de banda desenhada realizado na Amadora, Portugal. FIBDA[editar | editar código-fonte] O FIBDA, teve a sua primeira edição em 1989[1], tendo-se mantido ininterruptamente até aos dias de hoje e é considerado o mais importante festival de banda desenhada nacional e um dos mais importantes certames europeus[2]. O festival permite o convívio entre os profissionais e autores de diversas nacionalidades com o público e além da exposição das obras, realiza actividades diversas relacionadas com a 9ª Arte como debates e projecções de filmes relacionados com o tema e deanimação[2]. O festival é temático[3] e todos os anos atribui prémios não só às obras levadas a concurso, como também relacionados com o mercado da banda desenhada[4]. O FIBDA a partir da sua 20ª edição, começou a ser conhecido pela designação de Amadora BD[1][3][5]. A Amadora é uma cidade portuguesa pertencente ao Distrito de Lisboa, região de Lisboa e sub-região da Grande Lisboa, com 175 136 habitantes, sendo a quarta cidade mais populosa em Portugal.[1] É sede de um dos mais pequenos municípios de Portugal, com apenas 23,79 km² mas 175 136 habitantes (2011), sendo o mais densamente povoado do país, estando subdividido em 6 freguesias. O município é limitado a nordeste pelo município de Odivelas, a sueste por Lisboa, a sul e oeste por Oeiras e a oeste e norte por Sintra. A Amadora constituiu-se em torno do lugar da Porcalhota, servida pela Capela de Nossa Senhora da Conceição da Lapa, sede de irmandade própria que dispunha de avultados bens. A região da Amadora serviu durante vários séculos de estância de veraneio para famílias abastadas de Lisboa. A salubridade do sítio, a proximidade da capital, as facilidades de comunicações e vasta área disponível para urbanização estão na base de um potencial desenvolvimento de construções e reabilitação da cidade que, em determinadas zonas, ainda tem habitações clandestinas. O actual território da Amadora nasceu da divisão da antiga freguesia de Benfica, cortada pela Estrada da Circunvalação aquando da redefinição dos limites de Lisboa, em 1885-1886. A freguesia extramuros, chamada Benfica-Extra, ficou a pertencer ao concelho de Oeiras. O principal núcleo da freguesia passou a ser o lugar da Porcalhota. Em 1907, a população local pediu ao rei D. Carlos que permitisse a mudança de nome, situação a que o Ministério do Reino deu despacho, renomeando a povoação de Amadora em 28 de outubro de 1907. Foi elevada a freguesia dentro do concelho de Oeiras em 17 de abril de 1916, e foi elevada a vila em 24 de junho de 1937. O município da Amadora viria a ser criado 42 anos depois, em 11 de setembro de 1979, por secessão da freguesia da Amadora, no nordeste do concelho de Oeiras. Dias depois, a 17 de setembro de 1979, a vila da Amadora é elevada a cidade, e a freguesia homónima é dividida em oito freguesias: Alfragide, Brandoa, Buraca, Damaia, Falagueira-Venda Nova, Mina, Reboleira e Venteira. Na ocasião agregou a si partes das freguesias de Queluz e de Belas, pertencentes ao concelho de Sintra, e tendo cedido a localidade de Presa que passou a fazer parte da freguesia de Odivelas, atual concelho de Odivelas. Em 1997, foram criadas as freguesias de Alfornelos (parte da freguesia de Brandoa), Falagueira, Venda Nova (divisão da freguesia de Falagueira-Venda Nova) e São Brás (parte da freguesia de Mina), sendo esta a divisão municipal até 2013, ano em que estas freguesias foram extintas (as alterações podem ser consultadas nos respectivos verbetes). Entre os seus símbolos contam-se o Aqueduto das Águas Livres, bem como os campos de aviação que tiveram tanta importância na emergência da aviação em Portugal, sendo que ainda hoje o Estado-Maior da Força Aérea Portuguesa se situa no concelho, na freguesia de Alfragide. Ambos figuram nas armas da cidade. O AmadoraBD, organizado pela autarquia da Amadora, cumprirá a 28.ª edição de 27 de outubro a 12 de novembro com exposições, lançamentos editoriais e a presença de autores portugueses e estrangeiros de banda desenhada. Nos últimos anos o festival tem decorrido no Fórum Luís de Camões. Este ano o tema será a reportagem, um dos géneros do Jornalismo e que, no caso da banda desenhada, pode ser concebido e realizado por artistas, com "uma liberdade criativa maior, ainda que tenham que relatar factos, sempre sob o dever de manter a ética e o compromisso com a sociedade", refere a organização. Como venceu em 2016 o prémio de melhor álbum do AmadoraBD com "Tudo isto é fado!", Nuno Saraiva será o autor em destaque desta edição, com direito a uma exposição, e desenhará o cartaz oficial do festival. A par da exposição central, todos os anos, o festival apresenta outras mostras expositivas sobre a maioria dos álbuns e autores premiados na edição imediatamente anterior. No ano passado, foram distinguidos, por exemplo, os álbuns "Tormenta", de João Sequeira e André Oliveira, "Fósseis das almas belas", de Mário Freitas e Sérgio Marques, "Presas fáceis", de Miguelanxo Prado, e "V de Vingança", de Alan Moore e David Lloyd. No campo da ilustração para a infância, Joana Estrela venceu o prémio de melhor desenho de livro português, com "Mana", e a espanhola Ana Pez venceu na categoria estrangeira, com "O meu irmão invisível". O Festival Internacional de Banda Desenhada da Amadora comemora os seus 25 anos. Nesta edição, o objectivo principal é reflectir sobre o universo da BD dos dias de hoje, especialmente com a introdução das novas tecnologias. A exposição central é "Galáxia XXI: o futuro da banda desenhada é agora", comissariada por Sara Figueiredo Costa e Luís Salvado. O destaque deste ano é dado à autora Joana Afonso, vencedora do Prémio de Melhor Álbum em 2013, com "O Baile". Para além da exposição central, o festival inclui a comemoração dos 75 anos de Batman e dos 50 anos da Mafalda, personagem de Quino. Serão expostos também os álbuns dos vencedores da edição de 2013 dos Prémios Nacionais de Banda Desenhada: Osvaldo Medina, Catarina Sobral, Henrique Monteiro, Moebius e John Buscema, João Mascarenhas e Estúdios Olindomar. Estão ainda patentes outras duas mostras: uma dedicada a "Jim Curioso", de Matthias Picard, recentemente editado pela Polvo, e outra intitulada "Silver Surfer", comissariada por João Miguel Lameiras e Lawrence Klein. O festival estende-se, de forma gratuita, também a outros locais na Amadora: "Roque Gameiro: retorno à Casa da Venteira", na Casa Roque Gameiro; "José Ruy, A Arte e o Ofício da BD", no Centro Nacional de Banda Desenhada e Imagem; "Blanca Rosita Barcelona de Miguel Galhardo", na Escola Superior de Teatro e Cinema; e "Retrospectivando Humores", na Galeria Municipal Artur Bual. Este ano existe igualmente uma programação-satélite em Lisboa e Almada. Na capital, são apresentadas as exposições "25 Anos, 25 Autores, 25 Cartazes", na FNAC do Chiado; "A Pior Banda do Mundo de José Carlos Fernandes", no Renovar a Mouraria; "Centro Belga de Banda Desenhada celebra 25 Anos", no Instituto Francês de Portugal; e "As Linhas da Frente", no Goethe-Institut. Em Almada, na Casa da Cerca, será feita uma "masterclass" dirigida por Nuno Saraiva.

Alfredo Roque Gameiro. Aguarelista, habitava com a sua família, todos excelentes desenhadores, a casa-atelier no alto da Venteira, aumentada em 1900 por Raul Lino.
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