Exposições
As linhas que traçam o meu corpo
NÚCLEO CENTRAL
Créditos
Mansoureh Kamari © Casterman 2025
Mansoureh Kamari cresceu no Irão, sob um regime que decide, por lei, a quem pertence o corpo de uma mulher. Nesta novela gráfica autobiográfica, revisita a infância em Teerão, marcada pelo medo e por restrições severas, num traço a preto, cinzento e vermelho. Exilada em França desde 2011, constrói o livro a partir de sessões de modelo vivo, onde a cor regressa e acompanha a reconquista da liberdade sobre o próprio corpo.
Entre memória pessoal e testemunho colectivo, a obra expõe factos brutais da lei iraniana e inscreve-se no espírito do movimento “Mulher, Vida, Liberdade”. Aclamada em França e na Bélgica, proibida no Irão, lembra que contar a própria história é, em si, um acto de resistência.
Mansoureh Kamari
Nasceu e cresceu em Teerão, no Irão. Formou-se em design industrial, mas sempre foi apaixonada por animação. Após ter-se mudado para França em 2011, continuou os seus estudos em animação na Gobelins, em Paris. Desde 2015 que trabalha como designer de personagens para estúdios de animação, tanto em França como no estrangeiro. *As Linhas Que Traçam o Meu Corpo* é a sua primeira novela gráfica.
Comissário
Vanda Rodrigues (Arte de Autor)
