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80 anos de Blake e Mortimer – So British desde 1946
NÚCLEO CENTRAL
Créditos
Leya / ASA
Esta é uma exposição comemorativa dos 80 anos de Blake e Mortimer, criados em 1946 pelo belga Edgar P. Jacobs. Incindindo especialmente no período que se estende até à morte do autor/criador, a exposição não esquece também todos aqueles que continuaram a obra de Jacobs e que permitem que cada nova geração de leitores continue a acarinhar Blake e Mortimer e a mantê-los como uns dos heróis de maior sucesso da Banda Desenhada franco-belga. Através de pranchas e esboços, convidamos o visitante a deixar-se envolver neste fascinante mundo onde espionagem, ciência e ficção científica se fundem de uma maneira extraordinária.
Edgar P. Jacobs
Nascido a 30 de março de 1904 em Bruxelas, teve como nome de baptismo Edgard Félix Pierre Jacobs. Desde muito cedo mostrou inclinação para o desenho, mas foram as artes dramáticas e a ópera (a sua verdadeira paixão) que marcaram os seus primeiros 40 anos de vida. Foi decorador, pintor e cenógrafo, mas também cantor barítono.
Em 1940, decide seguir a carreira de desenhador, colaborando com a revista Bravo, onde publica a sua primeira banda desenhada, O Raio U. É por esta altura que conhece Hergé, tornando-se amigos. Hergé convida-o mesmo para “melhorar” algumas das aventuras de Tintin, como Tintin no Congo, Tintin na América, O Ceptro de Ottokar e O Lótus Azul. Mais tarde é mesmo convidado a trabalhar nas histórias de Tintin ao nível do argumento e do desenho.
Em 1946, faz parte do grupo fundador da revista Le jornal de Tintin, na qual começa a ver publicada em 26 de Setembro O Segredo do Espadão, a primeira aventura de Blake e Mortimer. É também considerado um dos fundadores do estilo denominado de “Linha Clara”.
Até 1987, o ano da sua morte, produziu apenas 10 álbuns de Banda Desenhada, sendo que 9 deles são de Blake e Mortimer. Mas foi o suficiente para atingir a mortalidade no mundo da Nona Arte.
As aventuras de Blake e Mortimer continuam a ser escritas e desenhadas até aos tempos presentes, sempre pelos maiores argumentistas e desenhadores da escola franco-belga, como Bob de Moor, Jean Van Hamme, Yves Sente, Jean Dufaux, Ted Benoit, André Juillard, René Sterne, Chantal de Spiegeleer, Teun Berserik, Peter Van Dongen, Christian Cailleaux, Étienne Schréder, J.-L. Bocquet, J.-L. Fromental, Antoine Aubin, Schuiten, Durieux, Van Dormael, Cunzig e Floc’h.
Comissário
Francisco Lyon de Castro
